Retratos do imaginário de São Paulo: fotógrafos e personagens




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Photo Allemã



Estabelecimentos com nomes que revelam a origem nacional eram comuns desde o século XIX. A Photo Allemã é um dos vários estúdios com denominações semelhantes, localizada à rua Duque de Caixas, entre os então elegantes bairros de Campos Elíseos e Santa Efigênia. Ao contrário de grande parte dos estúdios que agregavam o nome do proprietário ao da empresa, a Photo Allemã é um dos muitos casos sobre os quais não se dispõe de dados. Esse aspecto revela a dificuldade usual de conseguir informações sobre os profissionais, como, por exemplo, a estrutura funcional destes estúdios. A pequena historiografia sobre fotografia no período ainda procura estabelecer referenciais sobre os principais estabelecimentos e fotógrafos. Embora já estejam disponíveis em acervos públicos algumas das principais coleções de retratos do período, ainda não foram realizados estudos que caracterizem a produção e, em especial, a qualidade e domínio formal destes fotógrafos. Ainda assim, é possível descobrir nas imagens produzidas pela Photo Allemã, nas duas primeiras décadas do século, retratos marcantes, que se destacam entre a produção característica do período.
Ao lado, envolta em atmosfera bucólica, imagem de mãe com filhos, aqui, Lucia de Moraes Barros, filha do senador Manoel de Moraes Barros. Abaixo, foto de mulher fantasiada, possivelmente para o carnaval, motivo recorrente na produção do retrato até a década de 1940 - imagem pertencente à coleção Carlos Eugênio Marcondes de Moura, retirada do álbum de Isaura Moraes Barros. Em seguida, Berta Klabin, filha de Leon, nesta imagem, realizada por volta de 1915, integrante da coleção de fotos de seu genro, o pintor Lasar Segall - uma das mais significativas coleções pessoais remanescentes.

Geraldo, artista



Era esta a assinatura adotada em muitos dos retratos realizados por Tito Geraldo nos anos 10 e 20, apontando ambições e referências profissionais. Sem qualquer informação adicional, estas imagens podem ser usadas para caracterizar formalmente a produção deste segundo momento do século. Grandes closes, maior controle de luz, abandono dos acessórios são traços que apontam a busca de uma forma mais efetiva, mais direta, mantendo-se ainda na tradição do retrato de estúdio.
A força do retrato de Alberto Santos Dumont, na página ao lado, é um bom exemplo de novo tratamento formal, adotado ao final da década de 1910. A imagem menor, abaixo, apresenta Maria José Nabuco de Abreu, que nos anos 50 participaria do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia - como atriz, retrato que, por sua coloração artificial, em tons suaves, reforça a feminilidade e a delicadeza. Ao seu lado, o retrato de Conde Eduardo Prates revela novos referenciais que esta produção de retrato procura adotar a partir da pintura, mas agora de forma mais elaborada, cuja maior difusão acontecerá na década de 1920.

Max Rosenfeld



Rosenfeld esteve em atividade em São Paulo, entre os anos 20 e 40, ainda no antigo Centro e, em seguida, no outro lado do vale do Anhangabaú, acompanhando a expansão da área central. Seus anúncios parecem revelar com exatidão o público-alvo e, talvez, trair as ambições e desejos a serem satisfeitos, ao adotar como slogan a expressão Fotógrafo da elite. Boa parte dos retratos produzidos entre os anos 20 e 30 adotam um estilo em voga – retrato Rembrandt -, que se caracteriza pelo foco de luz sobre o retratado, parecendo emergir, assim, do fundo escuro, além de uma atenção para a reprodução de uma rica escala de tons, destacando texturas. Max Rosenfeld abre, ao final da década de 1930, uma filial no Rio de Janeiro, que mantém por quase vinte anos.
O retrato de Antonio Paula Souza, ministro de Viação do Estado de São Paulo, na página ao lado, traz um resultado raro, destacando a pose incisiva em direção ao observador, associada à elegância do retratado e à qualidade do registro fotográfico. O retrato, abaixo, do doutor Alfonso Bovero é outro exemplo na mesma direção. Ao mesmo tempo, na produção de Rosenfeld, ao lado destes retratos especiais, o fotógrafo atenderá as mesmas demandas dos outros estúdios, mantendo o tratamento formal, como nas imagens da senhora fantasiada, provavelmente Carolina Penteado Silva Teles, e do casal com filho, Maria Penteado e Clovis Camargo.

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