Retratos do imaginário de São Paulo: fotógrafos e personagens




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Mário de Andrade



Uma das principais figuras do movimento modernista, o escritor Mário de Andrade seria um amador muito ativo na década de 1920. A difusão de câmeras portáteis nas últimas décadas do século XIX procurou expandir a demanda por parte de fotógrafos amadores. O lançamento da primeira Kodak antes do final do século já atendia ao slogan da empresa – Você aperta o botão e nós fazemos o resto -, apostando na simplicidade do manuseio. O fenômeno seria sentido no Brasil um pouco mais tarde, restrito a camadas de maior poder aquisitivo. Os registros das viagens de Mário ao Norte e Nordeste do Brasil apresentam imagens de um praticante ativo e informado. Composições mais soltas, imagens ao ar livre, associadas a legendas-comentários, fazem nítido contraste com a produção convencional dos estúdios. Este conjunto foi muito valorizado nos anos 70, quando passou a ser largamente divulgado. O interesse de Mário por fotografia e cinema como instrumentos documental e pedagógico é, contudo, a contribuição mais efetiva do escritor neste segmento.
Ao lado, o registro Pintor épico a cavalo, com Lasar Segall em imagem realizada em Santa Tereza do Alto, na fazenda de Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. Abaixo, o auto-retrato Minha sombra; ao lado, a pose mais convencional de dona Olívia Penteado, patronesse das artes, contrasta com a legenda: Feeling blue. Ao seu lado, Dolur, apelido de Dulce do Amaral Pinto, filha de Tarsila.

Gregori Warchavchik



Arquiteto, de origem russa, um dos responsáveis pela introdução de uma arquitetura de filiação modernista no Brasil, Gregori é, como Mário de Andrade, um amador. No entanto, a atuação de Warchavchik é diversa quanto ao repertório visual e ocorre em segmentos distintos. Volta-se para o circuito dos amadores, cujas imagens circulam nos salões internacionais organizados por fotoclubes - como o Foto Cine Clube Bandeirante, formado em 1939. Warchavchik destaca-se ainda pelo estímulo à difusão da fotografia, participando nos conselhos da revista IRIS, uma das mais duradouras publicações do setor, editada entre 1947 e 1999. Sua coleção de equipamentos fotográficos, ainda que pequena para os parâmetros atuais, revela o olhar do designer, permitindo que um conjunto pequeno trace a evolução da câmera fotográfica entre 1900 e 1950. Suas imagens mais conhecidas são basicamente retratos. Muitas vezes imagens de personagens de ruas, que encontrava a caminho do seu escritório. Ou então imagens do circuito familiar, das famílias Klabin e Segall, bem como personalidades da área cultural.
Pietro Maria Bardi, fundador do Museu de Arte de São Paulo, ao lado, e sua esposa, a arquiteta Lina Bo Bardi, na imagem abaixo, fotos realizadas provavelmente ao final da década de 1940.

Hildegard Rosenthal



As imagens das ruas de São Paulo, seus acontecimentos, o tom jornalístico associado a flagrantes do cotidiano, ao gosto da assim chamada fotografia de rua, caracterizam a produção de Rosenthal, concentrada nas décadas de 1940 e 1950. De origem alemã, como muitos fotógrafos refugiados no Brasil, em meados do século, pelos conflitos na Europa, Hilde tira proveito de recursos oferecidos pelas câmeras de menor formato, introduzidos com a famosa Leica, utilizando filme 35mm. Agilidade, enquadramentos mais livres, enfim. Ao mesmo tempo, as imagens de Rosenthal exemplificam, como vários outros fotógrafos na mesma condição, o olhar sobre um “país novo” e, principalmente, uma cidade em furiosa (re)construção e os conseqüentes contrastes sociais. As fotos deste portfólio revelam outro aspecto das obras de Rosenthal, com seus retratos de personalidades do círculo cultural paulistano dos anos 40.
O marcante retrato da bailarina Chinita Ullmann, na página ao lado, é uma imagem única, adotando uma composição utilizada apenas em auto-retratos, revelando influência de vertentes modernas da fotografia alemã. Os retratos abaixo apresentam, à esquerda, a pintora Yolanda Mohaly e, ao seu lado, o garoto vendedor de jornais, imagem que se tornou sua marca como fotógrafa das ruas da cidade nos anos 40. Nas páginas seguintes, o escritor Guilherme de Almeida, num enquadramento livre, característico do uso do pequeno formato, incorporado ao estilo livre, tenso de Hilde. Por fim, uma imagem da longa documentação realizada para o artista plástico Lasar Segall - aqui, junto ao estudo e à tela Navio de Emigrantes.

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