Cap IV a inteligência animal. Observações que parecem favoráveis à hipótese da evolução anímica. Os cavalos d'Elberfeid. O cão Rolf. A cadela Lola. – Zou




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títuloCap IV a inteligência animal. Observações que parecem favoráveis à hipótese da evolução anímica. Os cavalos d'Elberfeid. O cão Rolf. A cadela Lola. – Zou
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Eis, ligeiramente resumidos, os pontos mais notáveis dessa demonstração.

A experiência nos mostra que a alma é inseparável de um corpo fluídico, chamado perispírito. Esse invólucro contém em si todas as leis que presidem a organização e a manutenção do corpo material, e, ao mesmo tempo, as que regem o funcionamento psicológico do Espírito.

As manifestações dos Espíritos fazem ver, objetivamente, esse poder formador e plástico, e nos fazem supor que aquilo que sucede, momentânea e anormalmente, em uma sessão espírítica, produz-se, lenta e naturalmente, no instante do nascimento. Desde então, cada ser traz consigo o poder de desenvolvimento, e só a forma, isto é, o tipo estrutural interno e externo é modificado pelas leis de hereditariedade, que lhe podem perturbar, mais ou menos, o funcionamento.

Tentei um esboço dessa demonstração há 30 anos, no meu livro A Evolução Anímica, e em uma memória apresentada em 1898 ao Congresso Espiritualista de Londres.

Se os fatos precedentes são exatos, devemos encontrar na série animal os mesmos fenômenos que no ser,humano e poderemos fiscalizá-los experimentalmente. Exporei as provas fisiológicas e psicológicas que possuímos a esse respeito e ver-se-á que, se os documentos ainda não são em número suficiente para impor uma convicção absoluta, possuem, entretanto, bastante valor para obrigar-nos a tê-los na maior conta.

Outra série de argumentos pode ser extraída do testemunho dos Espíritos, e terei o máximo cuidado em não esquecer essa fonte de informações, fazendo as necessárias reservas sobre o valor que devemos atribuir às afirmações dessa natureza.

Existe, com efeito, divergência assaz sensível sobre este ponto, entre os Espíritos que se manifestam nas diferentes partes do mundo. Os seres desencarnados dos países latinos ensinam, quase unanimemente, as vidas sucessivas; graças a eles adotou Allan Kardec esta teoria, à qual se opunha anteriormente. Nos países saxônios, pelo contrário, a maioria dos Espíritos rejeita essa hipótese. Não nos espantemos com esse desacordo, porque, assim no Espaço que na Terra, as opiniões sobre as grandes leis da Natureza estão divididas, e entre os Espíritos, como entre nós, não são os mais instruídos, ou os mais evolvidos, os que acabam por demonstrar o bom fundamento de suas idéias.

Verifica-se, agora, que há vinte anos a reencarnação vem sendo admitida por grande número de Espíritos, na Inglaterra e nos Estados Unidos, e daí concluímos que essa teoria teria sido, até então, posta de lado pelos Guias espirituais, para não chocar rudemente as crenças antigas e comprometer, por isso, o desenvolvimento do Espiritismo.

Hoje, que essa doutrina conta milhões de adeptos no Novo Mundo, já não existe o perigo, e a teoria das vidas sucessivas ganha terreno cada vez mais.

Podem-se encontrar nas comunicações espiríticas duas espécies de provas da reencarnação: 1 - As que provêm de Espíritos, que afirmam lembrar-se de suas vidas anteriores; 2 - Aquelas nas quais os Espíritos anunciam, de antemão, quais serão suas reencarnações aqui, com a especificação do sexo e dos caracteres particulares pelos quais poderão ser reconhecidos. Discutiremos, cuidadosamente, esses documentos e ver-se-á que muitos resistem a todas as críticas.

Há, ainda, duas séries de provas concernentes às vidas sucessivas: são, a princípio, as fornecidas pelos seres humanos, os quais se lembram de ter vivido na Terra. Nessa matéria, uma comparação entre esses fenômenos e a paramnésia, permitir-nos-á conservar tão-somente documentos inatacáveis. Seguem-se as que se deduzem da existência dos meninos-prodígio. A hereditariedade psíquica é inadmissível, visto como sabemos que a alma não é fabricada pelos pais; assim, a reencarnação é a única explicação lógica das anomalias aparentes.

Esses fatos, tão negligenciados, até agora, pelos filósofos, têm considerável importância: se os quisermos examinar atentamente e deduzir-lhes as conseqüências, chegaremos a uma quase certeza da teoria das vidas sucessivas e compreenderemos a grandiosa evolução da alma humana, desde as formas inferiores até os graus mais elevados da vida normal e moral.

Essa doutrina tem um alcance filosófico e social de considerável importância para o futuro da Humanidade, porque estabelece as bases de uma psicologia integral, que maravilhosamente se adapta a todas as ciências contemporâneas, em suas mais altas concepções.

Estudemo-la, pois, com imparcialidade, e veremos que é ela mais que uma teoria científica, porque umas verdades imponentes, irrecusáveis.


CAPITULO I

REVISTA HISTÓRICA SOBRE A TEORIA DAS VIDAS SUCESSIVAS


Antigüidade da crença nas vidas sucessivas. - A Índia. - A Pérsia. - O Egito. - A Grécia. - A Judéia. - A Escola Neoplatônica de Alexandria. - Os romanos. - Os druidas. - A Idade Média. - Nos tempos modernos: Pensadores e filósofos que admitiram essa doutrina. - Um inquérito sobre o assunto pelo Dr. Calderone.

A Índia
A doutrina das vidas sucessivas ou reencarnação é também chamada Palingenesia, de duas palavras gregas - Palin, de novo; gênesis, nascimento (1). O que há de muito notável é que, desde os alvores da Civilização, ela foi formulada na Índia, com uma precisão que o estado intelectual dessa época longínqua não fazia pressagiar.

Com efeito, desde a mais alta Antigüidade, os povos da Ásia e da Grécia acreditavam na imortalidade da alma, e mais ainda, muitos procuravam saber se essa alma fora criada no momento do nascimento ou se existia antes.

Lembrarei, ligeiramente, as opiniões dos autores que estudaram a questão.

A Índia é muito provavelmente o berço intelectual da Humanidade e é interessante que se encontrem nos Vedas e no Bhagavad-Gitã passagens como a que se segue:

A alma não nasce nem morre nunca; ela não nasceu outrora nem deve renascer; sem nascimento, sem fim, eterna, antiga, não morre quando se mata o corpo.

Como poderia aquele que a sabe impecável, eterna, sem nascimento e sem fim, matar ou fazer matar alguém?

Assim como se deixam às vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos.

Eu tive muitos nascimentos e também tu, Arjuna; eu as conheço todas, mas tu não as conheces...

Aqui se afirmam, na doutrina védica, a eternidade da alma e sua evolução progressiva pelas reencarnações múltiplas, as quais tem por objeto a destruição de todo o desejo e de todo o pensamento de recompensa pessoal. Com efeito, prossegue ainda o instrutor (é sempre a voz celeste que fala)

Chegadas até mim essas grandes almas que atingiram a perfeição suprema, não entram mais nessa vida perecível, morada dos males.

Os mundos voltarão a Brahma, ó Arjuna, mas aquele que me atingiu não deve mais renascer.

Egito
A Idéia de reencarnação nos povos egípcios se perde nos tempos pois era cultuada junto às classes dos iniciados nos mistérios de Isis o individuo era dividido em três parte: Ka (corpo astral) - Bá (corpo mental)- Khu (corpo causal)

Estes mistérios eram instituições públicas, mantidas pelo Estados; eram centros de vida nacional e religiosa, os quais eram freqüentados por todas as classes sociais. Eram constituídos de vários graus e duravam muitos anos. Os que passavam por todos os graus, homens e mulheres, eram considerados ocultos, pois adquiriam os conhecimentos deste mundo e uma nítida compreensão de seu futuro após a morte e das leis que regem os mundos superiores. Os ensinamentos internos e superiores permaneciam selado para o povo, ainda não suficientemente preparado para aprendê-los. Todavia, praticamente toda população egípcia sabia destes mistérios, de tudo que relacionava com a vida depois da morte e de como se preparar para enfrentá-la corajosamente.
A Pérsia e a Grécia
Encontra-se no Masdeismo, religião da Pérsia, uma concepção muito elevada, a da redenção final concedida a todas as criaturas, depois de haverem, entretanto, experimentado as provas expiatórias que devem conduzir a alma humana à sua felicidade final. É a condenação de um inferno eterno, que estaria em contradição absoluta com a bondade do Autor de todos os seres.

Pitágoras foi o primeiro que introduziu na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma, doutrina que havia conhecido em suas viagens ao Egito e à Pérsia. Ele tinha duas doutrinas, uma reservada aos iniciados, que freqüentavam os Mistérios, e outra destinada ao povo; esta última deu nascimento ao erro da metempsicose.

Para os iniciados, a ascensão era gradual e progressiva, sem regressão às formas inferiores, enquanto que ao povo, pouco evolvido, ensinava-se que as almas ruins deviam renascer em corpos de animais, como o expõe, nitidamente, seu discípulo Timeu de Locres (2) na seguinte passagem:

Pela mesma razão é preciso estabelecer penas passageiras (fundadas na crença) da transformação das almas (ou da metempsicose), de sorte que as almas (dos homens) tímidas passam (depois da morte) para corpos de mulheres, expostas ao desprezo e às injúrias; as almas dos assassinos para os corpos de animais ferozes, a fim de aí receberem punições; as dos impudicos para os porcos e javalis; as dos inconstantes e levianos para os pássaros que voam nos ares; a dos preguiçosos, dos vagabundos, dos ignorantes e dos loucos para a forma de animais aquáticos.

É de assinalar que Heródoto, falando, entre os gregos, da doutrina dos egípcios, tivesse pressentido a necessidade da passagem da alma através da fieira animal, atribuindo-lhe, porém, um caráter de penalidade, que confirmou o erro da metempsicose.

O Pai da História acreditava, entretanto, que as almas puras podiam evolver em outros astros do Céu.

Diz que os hierofantes de Mitra, entre os persas, representavam as transmigrações das almas nos corpos celestes, sob o símbolo misterioso de uma escala ou escada com sete pontas, cada uma de metal diferente, que representavam os sete astros, aos quais eram dedicados os dias da semana, mas dispostos em ordem inversa, conforme relata Celso: Saturno, Vênus, Júpiter, Mercúrio, Marte, a Lua e o Sol.

Havia, pois, na Antigüidade grega, dois ensinos, um para a multidão, outro para os homens instruídos, aos quais se revelava a verdade, depois que eles tinham passado pela iniciação, a que chamavam Mistérios.

Aristófanes e Sófocles denominam os Mistérios de esperanças da morte.

Dizia Porfírio:

Nossa alma deve ser, no momento da morte, tal como era durante os mistérios, isto é, isenta de paixões, de inveja, de ódio e de cólera.

Vê-se qual era a importância moral e civilizadora dos Mistérios. Com efeito, ensinava-se secretamente:

1-A Unidade de Deus;

2-A pluralidade dos mundos e a rotação da Terra, tal como foi afirmada mais tarde por Copérnico e Galileu;

3-A multiplicidade das existências sucessivas da alma. Platão adota a idéia pitagórica da Palingenesia. Ele fundou-a em duas razões principais, expostas no Phedon. A primeira é que, na Natureza, a morte sucede à vida, e, sendo assim, é lógico admitir que a vida sucede à morte, porque nada pode nascer do nada, e se os seres que vemos morrer não devessem mais voltar a Terra, tudo acabaria por se absorver na morte. Em segundo lugar, o grande filósofo baseia-se na reminiscência, porque, segundo ele, aprender é recordar. Ora - declara se nossa alma se lembra de já haver vivido, antes de descer ao corpo, por que não acreditar que, em o deixando, poderão ela animar sucessivamente muito outros?

Elevando-se ainda mais, Platão afirma que a alma, desembaraçada de suas imperfeições, aquela que se ligou à divina virtude, torna-se, de alguma sorte, santa, e não vem mais a Terra.

Mas, antes de chegar a esse grau de elevação, as almas giram durante mil anos no Hades, e, quando têm de voltar, bebem as águas do Letes, que lhes tiram a lembrança das existências passadas.
A Escola Neoplatônica
A Escola Neoplatônica de Alexandria ensina a reencarnação, precisando, ainda, as condições, para a alma, dessa evolução progressiva.

Plotino, o primeiro de todos, trata muitas vezes de tal questão, no curso de suas Enéadas. É dogma - diz ele - de toda Antigüidade e universalmente ensinado, que, se a alma comete faltas, é condenada a expiá-las, recebendo punições em infernos tenebrosos; depois, é obrigada a passar a outro corpo, para recomeçar suas provas. No livro IX da segunda Eneida, ele afirma ainda mais seu pensamento, na seguinte frase: A providência dos deuses assegura a cada um de nós a sorte que lhe convém, e que é harmônica com seus antecedentes, conforme suas vidas sucessivas.

Aí já se vê toda a doutrina moderna sobre a evolução do princípio inteligente, que se eleva gradativamente até o ápice da espiritualidade.

Porfírio não crê na metempsicose, ainda mesmo como punição das almas perversas e, segundo ele, a reencarnação só se opera no gênero humano.

Não havia, pois, penas eternas para os adeptos de Pitágoras e de Platão. Todas as almas deviam chegar a uma redenção final, por seus próprios esforços. É esta uma doutrina eminentemente moral, pois que incita o homem a libertar-se voluntariamente dos vícios e das más paixões, para aproximar-se progressivamente da fonte de todas as virtudes.

Jâmblico assim sintetiza a doutrina das vidas sucessivas:

A justiça de Deus não é a justiça dos homens. O homem define a justiça sob o ponto de vista de sua vida atual e de seu estado presente. Deus a define relativamente às nossas existências sucessivas e à universalidade de nossas vidas. Assim, as penas que nos afligem são, muitas vezes, castigos de um pecado de que a alma se tornou culpada em vida anterior. Algumas vezes, Deus nos oculta a razão delas; não devemos, porém, deixar de atribuí-las à sua justiça.

Assim, segundo Jâmblico, não há acaso nem fatalidade, mas uma justiça inflexível, que regula a existência de todos os seres e, se alguns se vêem acabrunhados de aflições, não é em virtude de uma decisão arbitrária da divindade, mas conseqüência inelutável das faltas cometidas anteriormente. Ver-se-á, mais tarde, que o Espírito que volta a Terra aceita, por vezes livremente, penosas provas, não já como castigo, mas para chegar mais depressa a um grau superior de sua evolução.

Não foi este homem quem pecou nem seus pais, mas é para que as obras de Deus se manifestem nele. (João, 9:2.)
A Judéia
Entre os hebreus, a idéia das vidas anteriores era geralmente admitida.

Elias, diz o apóstolo S. Jaques, não era diferente do que somos; não teve um decreto de predestinação diferente do que possuímos; apenas, sua alma, quando Deus a enviou a Terra, tinha chegado a um grau muito eminente de perfeição, que lhe atraiu, em sua nova vida, graças mais eficazes e mais elevadas.

A crença nos renascimentos da alma encontra-se indicada de maneira velada na Bíblia (3), porém muito mais explicitamente nos Evangelhos, como é fácil verificar das passagens que se seguem.

Com efeito, os judeus acreditavam que à volta de Elias a Terra devia preceder a do Messias. É esta a razão por que, nos Evangelhos, quando seus discípulos perguntaram a Jesus se Elias voltara, ele lhes respondeu afirmativamente:

Elias já veio e não o reconheceram, antes lhe fizeram tudo quanto quiseram.

E os discípulos compreenderam, diz o Evangelista, que era de João que ele falava.

Outra vez, tendo encontrado em seu caminho um cego de nascença, que mendigava, seus discípulos lhe perguntaram: se foram os pecados que ele cometera ou os de seus pais a causa da cegueira; acreditavam, por conseqüência, que ele podia ter pecado antes de haver nascido.
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