Cap IV a inteligência animal. Observações que parecem favoráveis à hipótese da evolução anímica. Os cavalos d'Elberfeid. O cão Rolf. A cadela Lola. – Zou




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títuloCap IV a inteligência animal. Observações que parecem favoráveis à hipótese da evolução anímica. Os cavalos d'Elberfeid. O cão Rolf. A cadela Lola. – Zou
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Essas faculdades pertencem, propriamente, à alma, e não se pode explicar por nenhuma propriedade fisiológica do corpo.

Tais verificações são de importância considerável, mas esses descobrimentos são ultrapassados, ainda, pelo do corpo fluídico da alma, a que os espiritistas chamam perispírito. Esse corpo espiritual foi suspeitado em todas as épocas, porque os hindus já lhe chamavam Linga Sharira; os hebreus, Néphesph; os egípcios, Ka ou Baï; os gregos, Ochéma; Pitágoras, o carro sutil da alma ou Eïdolon; o filósofo Cudworth, o mediador plástico; e os ocultistas, o corpo astral'.

Esse duplo do organismo foi assinalado pelos sonâmbulos, que o viram sair do corpo material no momento da morte, ou desprender-se de si próprios, quando eles se exteriorizavam. É este princípio intermediário entre o espírito e a matéria que individualiza a alma; permite àquele conservar a consciência e a lembrança depois da morte, do mesmo passo que, durante a vida, mantém o tipo corporal, o entretém e o repara durante toda a existência. Vou, pois, tratar ligeiramente dos diferentes gêneros de provas que possuímos, para estabelecer a realidade desse organismo supra-sensível, ainda tão desconhecido da Ciência atual.

Aparição de vivos
Resumi, no 1 volume da obra - As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos - certo número de exemplos autênticos, os quais demonstram que, durante a vida, a alma pode sair do seu corpo físico para mostrar-se ao longe com um segundo corpo idêntico ao primeiro, e, em certos casos, capaz de gozar, temporariamente, as mesmas propriedades. Não se trata aqui de teorias mais ou menos contestáveis: é a própria Natureza que fala.

Entre cem outras provas, citemos a referida pelo ilustre jornalista inglês W. Stead (8) ; ele viu, durante mais de uma hora, o duplo materializado de uma de suas amigas que, durante esse tempo, estava deitada em seu quarto.

O sósia tinha força suficiente para empurrar uma porta, manter um livro e caminhar. O duplo era de tal forma idêntico ao corpo carnal, que os assistentes não duvidaram estar em presença da aparição materializada de um vivo.

Existem muitos outros casos semelhantes e não seria demais chamar a atenção dos pesquisadores para essas manifestações espontâneas. Aqui não é necessário o médium. O Espírito encontra em seu próprio organismo as forças suficientes para dar a seu corpo espiritual as aparências da matéria. Ora, para caminhar, para manter um livro é preciso que o fantasma esteja organizado. É indispensável que ele tenha aparelhos extrafisiológicos que gozem o mesmo papel dos membros carnais. A dama de Stead segurava, com sua mão fantástica, o livro que lhe ofereceram, exatamente como o faria com sua mão ordinária; é um fato e não uma hipótese.

Assim também (9), quando o fantasma de um passageiro escrevia numa ardósia a indicação que devia salvar o navio em perigo, onde seu corpo físico se achava adormecido, ele agia como o teria feito para escrever na vida normal; possuía um órgão de preensão, que lhe permitia sustentar o giz. Dirigia os movimentas do lápis, imprimindo-lhe as mudanças de direção necessárias para produzir o grafismo. Em uma palavra, havia uma verdadeira duplicata do corpo físico e ela devia estender-se às minudências da constituição anatômica, pois que os atos executados são os mesmos.

Lembrarei, igualmente, que o duplo da Sra. Fay (10), na célebre experiência de Crookes e Varley, apareceu entre as cortinas do gabinete, tendo na mão um livro, que deu a um assistente, enquanto seu corpo de carne e osso, em letargia, era percorrido por uma corrente elétrica, o que assegurava não se haver ele movido.

A dedução que se impõe, imediatamente, ao espírito, é que existe em cada um de nós um segundo corpo, perfeitamente semelhante ao primeiro, que dele pode separar-se e, momentaneamente, substituí-lo, a fim de permitir que a alma exteriorizada entre em relação com o mundo exterior. Falando da bilocação de Afonso de Liguori, que assistia o Papa Clemente XIV, em seus últimos momentos em Roma, enquanto seus servidores o viam, no mesmo dia, em sua cela de Arienzo, na Província de Nápoles, escreveu Durand de Gros, médico de alta envergadura filosófica (11)

Se o fato em causa, e os fatos ou pretendidos fatos semelhantes, descritos diariamente nas publicações da telepatia científica, são verificados, são provados; se, em uma palavra, força é admiti-los, ainda que nos custe, uma conseqüência me parece decorrer daí, com a mais límpida, a mais irresistível evidência - a de que a Natureza física aparente está associada a uma Natureza física oculta, que lhe é funcionalmente equivalente, posto que de diferente constituição.

É que o organismo vivo que vemos e que a Anatomia disseca tem igualmente por forro, se o forro não é ele próprio, um organismo oculto, sobre o qual não exercem ação nem o escalpelo nem o microscópio e que, nem por isso, deixa de estar provido - e talvez o esteja melhor que o outro - de todos os órgãos necessários ao duplo efeito, que é a inteira razão de ser da organização vital: recolher e transmitir à consciência as impressões do exterior e colocar a atividade psíquica em condições de se exercer no mundo circunjacente e, por seu turno, modificá-la.

Sob forma lapidar, é esta a conclusão a que não mais poderemos escapar.

Com efeito, em seu último livro Do Inconsciente ao Consciente, o Dr. Geley foi levado também às seguintes conclusões, depois de haver assinalado as obscuridades do ensino filosófico oficial (12):

É preciso e basta - disse ele - para tudo compreender, o mistério da forma específica, o desenvolvimento embrionário e pós-embrionário, a constituição e a manutenção da personalidade, as reparações orgânicas e os demais problemas gerais da Biologia, admitir uma noção, que não é nova, certamente, mas encarada de modo novo - a de um dinamismo superior ao organismo e que o acondiciona. (13)

Não se trata, somente, da idéia diretora de Claude Bernard, espécie de abstração, de entidade metafísico-biológica incompreensível, mas de uma noção concreta, a de um dinamismo diretor e centralizador, que domina, assim, as contingências intrínsecas, as reações químicas do meio orgânico, como as influências ambientes do meio exterior.

Allan Kardec, há mais de setenta anos, ensinava essa duplicação do organismo, verificada hoje com o luxo de precauções que o método científico exige.

Se, com efeito, o escalpelo e o microscópio são impotentes para revelar a existência do perispíritó, a fotografia, de uma parte, pode revelar a presença do fantasma exteriorizado de um vivo, mesmo invisível à vista, do que temos exemplos perfeitamente autênticos, como, de outra parte, as experiências do Coronel de Rochas nos fazem presenciar o êxodo da sensibilidade e da motricidade do paciente em experiência.

Esses fenômenos objetivos fazem, felizmente, intervir a experiência num domínio que parecia reservado, exclusivamente, à observação, tirando, ao mesmo tempo, qualquer sombra de incerteza sobre a verdadeira causa. Em todo o caso, é a alma humana e só ela que intervém, porque, quando é preciso obter desdobramentos experimentais, escolhe-se o lugar, o tempo, as condições, e pode o agente, por vezes, lembrar-se do que se produziu, quando o via a distância. Ele tem a sensação de ser transportado ao lugar onde foi visível, e não se engana, porque pode descrever com exatidão as coisas desconhecidas que se encontravam nos lugares que visitou anormalmente.

Melhor ainda, nas sessões com Eusápia, por exemplo, assiste-se ao sincronismo dos movimentos físicos do corpo carnal e os do corpo fluídico; o esforço físico, fisiológico, é transportado a distância e ficam traços objetivos dessa ação extracorpórea. São móveis deslocados, pressões exercidas sobre aparelhos registradores e, sobretudo - precioso resultado -, impressões e moldagens, que permitem verificar, de visu, a natureza da causa atuante. (14)

Em presença de semelhantes verificações, percebe-se a inanidade das teorias católicas, ocultistas, teosóficas, que fazem intervir seres estranhos para a explicação dos fenômenos. Quando Siemíradsky comprova que as impressões deixadas no pó de sapato, pela mão fluídica de que se teve a sensação, ou que foi vista operar, são idênticas aos desenhos da epiderme da mão de Eusápia, é preciso possuir robusta imaginação e ausência total de espírito científico para imaginar que é um demônio que se diverte nesse pequeno jogo. Do mesmo modo, quando se obtém uma impressão da cavidade do rosto, em gesso, como eu mesmo observei (15), não há necessidade das coortes infernais para a explicação. Não há nenhum milagre, nenhuma intervenção estranha, mas somente a ação do corpo fluídico, de que esses fenômenos demonstram a existência com uma força Irresistível.

Procura-se, realmente, a verdade, fora de qualquer idéia preconcebida, é preciso seguir os fatos, passo a passo, e não multiplicar as causas sem necessidade. Quando se encontra no ser humano a razão suficiente de um fenômeno, é anticientifico interpretá-lo por causas estranhas, sobretudo quando estas são hipotéticas, corno é o caso de demônios, anjos, restos, cascas astrais, elementares, etc., ou qualquer outra entidade até agora imaginária.

Ressalta diretamente da observação e da experiência que o indivíduo humano é capaz, em circunstâncias especiais, de separar-se em duas partes: de uma, vê-se o corpo físico, geralmente inerte, mergulhado em sono profundo, e de outra, um segundo corpo, duplicata absoluta do primeiro, que age ao longe, inteligentemente, donde se infere que a inteligência acompanha o sósia e que este não é uma simples imagem virtual, uma efígie sem consciência.

Aparições de defuntos
O que há de mais notável é que o desdobramento se observa, tanto com as pessoas perfeitamente vivas, como com as que estão prestes a morrer, ou, enfim, com as que desapareceram, a mais ou menos tempo, de nosso mundo objetivo. Os fantasmas dos mortos são tão numerosos, tão bem observados como os dos vivos. Têm, exatamente, as mesmas aparências exteriores e, muitas vezes, a mesma objetividade que o duplo dos vivos materializados, o que nos obriga, logicamente, a lhes atribuir a mesma causa: a alma humana; daí resulta, peremptoriamente, um fato importantíssimo, o de que a morte não a aniquila. E a prova da sobrevivência que nos é revelada pela observação dos fenômenos naturais, e vemos aumentar, a cada dia que passa, o gigantesco arquivo que já possuímos.

Existem nos Proceedings da Sociedade de Pesquisas Psíquicas duas memórias sobre a aparição dos mortos, a de Gurney, completada por H. Myers, e outra da Sra. Sidgwick, nas quais é possível observar todos os gêneros de aparições.

Notam-se alucinações telepáticas, propriamente ditas, as que o próprio vidente constrói; depois, as visões clarividentes; enfim, as aparições coletivas. Sabemos que se pode obter, experimentalmente, a mesma série de fenômenos entre dois operadores vivos, de que um age de forma a aparecer ao outro (16). A causa desse fenômeno não é duvidosa: é o agente (17), e só ele, que é o autor da aparição de que fixou, à vontade, o dia e a hora; por vezes, conserva a lembrança de seu deslocamento e pode notar as minúcias que observou enquanto o paciente o via.

Depois da morte, repito-o com insistência, produzem-se fatos absolutamente semelhantes (18). As aparições dos defuntos têm caracteres idênticos às dos fantasmas dos vivos, e se estes são produzidos pela alma humana, a mais legítima indução permite atribuir os fantasmas dos mortos à mesma causa, à alma, que a morte corporal não aniquilou. Esta continua, pois, a sua vida, e possui ainda uma substancialidade que perpetua seu tipo terrestre. Deve-se excluir a hipótese da alucinação, quando a visão de um morto possui um dos caracteres seguintes:

1- O fantasma, se é de conhecido do percipiente, mostra-se com sinais particulares, ignorados do vidente, tal como era quando vivo com feridas, cicatrizes, vestimenta especial, etc.

2- A aparição é de pessoa que o paciente nunca vira: a descrição, entretanto, que dela faz, é suficientemente precisa para estabelecer-lhe a identidade.

Seria absurdo atribuir ao acaso a reconstituição fiel de um indivíduo; é preciso, portanto, que ele esteja presente, e não se trata de simples imagem, de uma espécie de clichê colorido, porque essas manifestações mostram um caráter intencional, revelador de uma Inteligência.

3-A aparição dá uma informação cuja exatidão é ulteriormente reconhecida, ou relata um fato real, totalmente desconhecido do percipiente.

4-Podem-se obter, acidentalmente ou voluntariamente, fotografias desses fantasmas.

5-Muitas testemunhas são, sucessivamente ou simultaneamente, impressionadas pela manifestação do ser materializado.

6-Enfim, animais e homens percebem coletivamente a aparição.

Todos esses fatos são inexplicáveis por outra forma que não a da ação direta do ser desencarnado. A telepatia entre vivos não se aplica a esses fenômenos, que são demonstrações diretas da imortalidade do eu.

Dai resulta que as relações entre os vivos e os mortos são fatos naturais, que se produzem espontaneamente, quando as circunstancia físicas e intelectuais o permitem. Não existe aí nem o sobrenatural, nem o maravilhoso, nem a intervenção miraculosa; há somente uma ação anímica, do mesmo gênero que a realizada entre vivos. Se a exteriorização do paciente prova à existência do perispírito durante a vida - o que as fotografias e os sinais do duplo não permitem duvidar -, os mesmos fatos obtidos depois da morte do operador estabelecem, com a mesma força, a persistência do perispírito.

Eis o que nos mostra a observação. Não esqueçamos que é ela feita por sábios, exigentes na escolha de testemunhos, que discutem os menores incidentes e que só admitem em sua coleção as narrativas que lhes parecem absolutamente irrepreensíveis.

Assim, concebe-se que Durand de Gros possa ter escrito, sobre o assunto, o seguinte (19)

Se a existência distinta e independente de uma física e de uma fisiologia ocultas, ao lado da física e da fisiologia que conhecemos, pode inferir-se, logicamente, das cenas da telepatia ativa em que os autores são vivos, uma peremptória demonstração material nos é fornecida pelos atos telepáticos, que nossa razão se vê constrangida a atribuir aos mortos, apesar da aversão da Ciência e das revoltas do preconceito filosófico.

Porque, se com outro caso, se pode, ainda, em desespero de causa, imaginar, como explicação do milagre telepático, não sei que propriedade nova da célula cerebral, capaz de produzir todas as fantasmagorias da telepatia, sem o auxílio de qualquer órgão ou de qualquer veiculo aparentes, é esta uma tábua à qual cessa de apegar-se o nosso racionalismo fácil, quando esse cérebro, que podia, em rigor, salvar as aparências, não é mais que uma polpa desorganizada e putrefata, ou mesmo um pouco de pó num crânio vazio do esqueleto.

Tomo os deuses para testemunha de que os espíritas não dizem outra coisa, há meio século, e não é pequena vantagem ver ao nosso lado um espírito tão científico como o de Durand de Gros, um dos pais do hipnotismo e sábio fisiologista de primeira ordem. Continuo a citação:

Sucede, justamente, que a Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres e a redação dos Anais Psíquicos, de Paris, com o Professor Richet à frente, organizaram um longo inquérito sobre os fantasmas das pessoas vivas (Phantasms of Living); os fantasmas dessa classe, os únicos cientificamente admitidos, a princípio, mostraram-se uma raridade contristante (19-A), enquanto que, pelo contrário, foi em legião que os fantasmas dos mortos se apresentaram no inquérito. E não é tudo: esses fantasmas do outro mundo, que não têm cérebro, e, por conseqüência, células cerebrais, mostram-se, por uma bizarria singularmente paradoxal, de alguma sorte, mais vivos que os outros, porque são, pelo menos, mais ruidosos e movimentados, havendo os que têm o encargo de empurrar móveis, abrir portas, quebrar louças, partir vidros, bater em pessoas e feri-Ias, com grande e natural desespero dos locatários e proprietários.
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