José Maurício Kimus Dias




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Textos Diversos
Coletânea de textos selecionados por

José Maurício Kimus Dias



A Amizade...

(Momentos de esperança)
A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar. A amizade é suave expressão do ser humano que necessita de intercambiar as formas da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal. Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas. Há, no mundo moderno, muita falta de amizade! O egoísmo afasta as pessoas e as isola. A amizade as aproxima e irmana. O medo agride as almas e as infelicita. A amizade apazigua e alegra os indivíduos. A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações. Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental. Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma. Quando outras emoções es estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam. Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria. Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa. Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa. Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor. A amizade é fácil de ser vitalizada. Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez. Quando os impulsos sexuais do amor dos nubentes, passam, quase sempre, a amizade fica. Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união. A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.
Joanna de Angelis Divaldo P. Franco: Momentos de esperança


Arte de ser

Quando acaba uma partida de tênis, os dois jogadores mal se falam. Trocam aperto de mão ainda chispando de ódio. Já no boxe, após socarem-se, inchados, sangrantes abraçam-se efusivos. Há afeto no abraço, reconhecimento - quase sempre - do talento e coragem alheios. Entre dois homens que se enfrentam fisicamente, após o máximo de tensão e raiva, surge a admiração, o respeito, brota a amizade. ...

O tênis é, ao mesmo tempo o mais violento e o mais civilizado dos desportos. É tão violento, que se transformou no mais distinto e elegante. São 2 horas de uma pancadaria como não há outra em qualquer desporto. Dois seres humanos, com um tacape nas mãos, esbordoam uma bola com energia potente, por horas. É jogo silencioso. Olhar de lince, ação de espreita, jogo limpo, cada qual em seu território, nenhuma promiscuidade física, os debatedores olham-se ao longe, não se misturam, não se roçam, não sentem o cheiro do outro, tudo, sempre, civilizado, anti-séptico, vestidos de branco, toalha para o suor. E, no entanto, odeiam-se talvez porque jamais conseguem transformar a raiva em atrito real, confronto entre forças físicas em choque.

No boxe, o oposto. Luta dramática, agônica, a resistência em seu limite, abraços, baba, suor, sangue, cuspe, cheiros, a um passo da humilhação pela queda, a derrota patente, o cansaço, a superação, força, técnica e resistência misturadas, exaustão, estresse e o enorme orgulho, ao final, de haver logrado superar não o adversário, mas sobretudo a si mesmo.

(Artur da Távola)


A Essência de tudo
A doçura está mais perto da amargura do que da deterioração, não obstante adocicado seu aroma. A essência de tudo na terra visível ou invisível é espiritual. Adentrando a cidade invisível, meu corpo é encoberto pelo meu espírito. Aquele que procura separar o corpo do espírito, ou o espírito do corpo está desviando seu coração da verdade.

A flor e seu aroma são um inteiro; cegos são aqueles que negam a cor e imagem da flor dizendo que ela possui somente uma fragrância vibrando no Éter. Eles são como aqueles deficientes em seus olfatos, que consideram as flores nada mais que formas e cores sem odor. Tudo no Universo existe dentro de vós, e tudo em vós existe no Universo.

Vós estais num permanente contato com as coisas mais próximas e o que é mais importante, a distância não é suficiente para vos separar das coisas distantes. Todas as coisas, das mais baixas até as mais elevadas, das menores até as maiores, existem dentro de vós como coisas iguais.

Dentro de um átomo encontra-se todos os elementos da Terra. Uma gota de água contém todos os segredos dos Oceanos. Num movimento da mente encontra-se todos os movimentos das Leis da Existência.

Gibran Khalil Gibran


Herança espiritual - Mitos e Verdades

(Reencarnação – Palingênese)

(Minha pesquisa)
A personalidade humana é resultado das interações entre diversos fatores, a maioria já estudada pela ciência, a hereditariedade (Biologia), meio ambiente (sociologia), o próprio homem (psicologia). Entretanto, um quarto fator determinante do que somos ainda não foi aceito tradicionalmente, a herança espiritual. Algumas provas nas quais baseia-se essa teoria são marcas de nascença, sonhos recorrentes, o deja vu, a hipnose regressiva. Em relação às crianças, muitas nascem com marcas que são explicadas pela encarnação anterior, cuja memória vem à tona em sonhos, momentos de deja vu, regressão de memória ou recordação espontânea. Ao longo de diversas vidas sucessivas o ser humano experimenta experiências que amoldam seu caráter, rumo à perfeição. A cada nova existência, em ambiente e fatores diferentes, despertam no indivíduo gradativamente a sua consciência para um todo de amor universal. Somos fruto, por fim, de nós mesmos, com nossos pensamentos e ações tendenciosos ao bem ou ao mal, que cedo ou tarde intercederão em nossa condição física e ditará as contingências sociais que servirão melhor ao nosso aprendizado. Os aspectos científicos e espirituais do homem reunidos dão uma visão mais completa do que verdadeiramente somos. Resultado das interferências de diversas experimentações sociais, biológicas, físicas e espirituais, que deram formação à nossa atual condição de vida. Ignorando as variáveis espirituais a ciência estará sempre aquém de explicar e ajudar o homem em sua evolução.

Todos nós passamos por várias existências físicas. Os que dizem o contrário, pretendem nos manter na ignorância em que eles próprios se encontram, esse o seu interesse. A doutrina da reencarnação é a única que responde à idéia que fazemos das Leis Naturais e Imutáveis em relação aos homens. Assim, o espírito ou princípio inteligente dá continuidade à sua evolução, envolvendo potenciais e amadurecendo as faculdades psíquicas e morais, através, principalmente, das oportunidades que a reencarnação oferece. Poderá caminhar do estágio de simples e ignorante à condição de perfeição, jornada que não tem prazo para se efetuar, dependendo do próprio indivíduo levar mais ou menos tempo. Encontramos aí a explicação mais lógica para tamanhas diferenças comportamentais, intelectuais e morais na humanidade.

O Perispírito, a sede das sensações, forma que mantém e conserva a própria estrutura do corpo carnal; ele arquiva em seus refolhos, como que superpostos em camadas vibratórias, todos os acontecimentos, todos os fatos, atos, sensações e até pensamentos que tenhamos produzido através das nossas imensas etapas evolutivas. O progresso não consiste somente nas obras materiais, na criação de máquinas e desenvolvimento de tecnologias; é tempo de compreender: a Civilização não pode engrandecer e a Sociedade não pode subir se um pensamento cada vez mais elevado não vier esclarecer e inspirar os espíritos, tocando seus corações, renovando-os. Tudo no Universo é regido pela Lei de Evolução. A Ciência vê alargar-se, sem cessar, seu campo de exploração, mas o espírito científico só chegará à realidade quando se elevar acima das miragens dos fatos materiais para estudar as Causas e os Efeitos das Leis Universais. Não obstante, o espírito humano avança passo a passo no conhecimento do ser e do Universo e nenhum espírito perspicaz pode continuar a negar a realidade da outra vida, a esquivar-se às conseqüências e às responsabilidades que ela acarreta. A fé cega (sem o uso da razão) sucede a incredulidade, o materialismo faz a sua obra e somente quando ele mostra toda a sua impotência na ordem social é que se torna possível uma renovação idealista. Até aqui, todos os domínios intelectuais têm estado separados uns dos outros, mas dia virá em que todos os pequenos sistemas, acanhados e envelhecidos, fundir-se-ão numa vasta síntese, abrangendo todos os reinos da idéia.

...A família consangüínea que pode ser apreciada como centro essencial de nossos reflexos que o pretérito nos devolve. A chamada hereditariedade psicológica é, na verdade, natural aglutinação dos espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações. Nossas emoções, pensamentos e atos são elementos dinâmicos de indução, todos exteriorizamos a energia mental, configurando as formas sutis com que influenciamos o próximo, e todos somos afetados por essas mesmas formas, nascidas no cérebro alheio. Cada atitude de nossa existência polariza forças naqueles que se nos afinam com o modo de ser. Somos hoje, deste modo, herdeiros positivos dos reflexos de nossas experiências de ontem, com recursos de alterar-lhes a direção. Conclusão que se pode fazer, então, é de que auxiliando a outrem, sugerimos o auxílio em nosso próprio favor. Suportando com humildade as vicissitudes instilamos a paciência e a solidariedade em todos aqueles que nos rodeiam.Vamos encontrar no espiritualismo científico a noção de que o sujeito, ou seja, cada um de nós, em seus mais variados aspectos, é fruto de um longo processo de construção histórica, na qual sempre cabe a si mesmo uma parcela de responsabilidade nessa interação constante e infinda. É claro que nos encontramos em meio a muitas contingências que têm relevante papel em nossa estruturação psíquica: os pais, o núcleo familiar maior, grupo social, valores e parâmetros culturais, mas tudo isso estará sempre incidindo em predisposições da própria pessoa e cada um de nós passará de forma diferente por uma mesma situação, resultando disto, então, inscrições singulares: ou seja, ninguém vive da mesma forma as mesmas coisas, devido a uma bagagem espiritual pessoal e intransferível. Portanto, podemos inferir que a parcela de responsabilidade pessoal sobre o processo de construção de nós mesmos é, na realidade, maior do que se supõe à primeira vista.

Vamos aí ser informados de que o homem, na medida em que tem liberdade de pensar, tem a de agir; de que essa liberdade então, dentro desta lógica, aumenta à medida que se desenvolvem suas faculdades intelectuais e morais quando, dessa forma, pode responder pelos atos que pratique, ou seja, sua autonomia em relação ao meio no qual se encontra inserido durante a reencarnação. Há também a notícia de que a predisposição sobre a qual o meio cultural, religioso, econômico e familiar incide, nada mais é do que o entrelaçamento dos valores éticos e experiências anteriormente adquiridas em outras reencarnações. Somos mais livres, quanto mais autônomos formos em relação às vicissitudes da vida social e material, autonomia que se adquire com o aprimoramento moral e intelectual. Há aqui uma relação de interdependência, constante e interminável, e nunca chegará o dia em que o outro será descartado de nossa vida. Nenhum espírito perspicaz pode continuar a negar a realidade da outra vida, tudo isso, é claro, caso o Espiritualismo tenha na nossa vida o papel de um novo momento, de questionamento corajoso, de escolha tranqüila e consciente, de disposição para não se esquivar às conseqüências e às responsabilidades que ela acarreta, e não apenas de mais um momento no qual eu, sob uma nova nomenclatura religiosa e filosófica, repito hábitos, valores éticos, reflexos já de há muito tempo por mim cultivados e vivenciados. Essa é uma escolha que precisa ser feita, e ser feita por cada um de nós. Enquanto permanecermos nos mesmos lugares estaremos apenas atualizando um esquema de comportamento que tem nos mantido acorrentados a um ciclo fechado. A questão verdadeira é que as decisões equivocadas nos trarão prejuízos dos mais variados tipos. Um deles é a instalação de um complexo de remorsos e culpas que em nada nos ajuda, muito pelo contrário, é responsável por nos acorrentar a sentimentos de autopiedade, impotência diante de nossas fragilidades morais, vergonha (de mim mesmo, daqueles a quem amo e de quem foi prejudicado com o meu equívoco) revolta, tristeza, comportamento de autopunição. Nenhuma dessas atitudes nos serão úteis. Arrepender-se é fundamental, mas isso é diferente de nos enovelarmos em culpas e remorsos. Infelizmente, a fase mais vivenciada por quase todos nós tem sido a do sofrimento, por não conseguirmos superar e admitir nossos erros, nos perdoarmos e prosseguir, sensíveis à nova oportunidade de trabalho, que na verdade nos chega todos os dias mas para a qual não nos encontramos atentos ou desejosos, por não nos considerarmos dignos de já sermos felizes.

O indivíduo constrói-se em seu tempo, em sua cultura, em seu cotidiano... nos dias atuais o indivíduo confronta-se com uma cultura espetacular e narcisista... em meio a um contexto de aparências, temporariedades e um culto excessivo ao corpo e ao Eu. O que pode um mundo assim oferecer a um espírito reencarnante, sempre com o objetivo de aperfeiçoamento, senão a inevitabilidade do erro? Existir significa ter vida, fazer parte do Universo. A existência humana é uma síntese de múltiplas experiências evolutivas, trabalhadas pelo tempo através de automatismos que se transformam em instintos e se transmudam nas elevadas expressões do sentimento e da razão. É, portanto, com alguma ansiedade que hoje, mais do que nunca, nos questionamos: para que viver? Por que lutar? Como desenvolver essa capacidade de perseverar até alcançar a meta? Vive-se e isso é incontestável. Negá-lo é anestesiar a capacidade de pensar. Ainda pensando o homem e sua relação com a sociedade, vamos que o homem é modelado tão eficazmente quanto a sociedade é modelada por ele e os homens cujas ações os historiadores estudam não foram indivíduos isolados agindo no vácuo; eles agiram no contexto e sob o estímulo de uma sociedade passada. A história como processo de interação, mais adiante, reafirma: os milhões sem nome foram indivíduos que, juntos, agiram mais ou menos inconscientemente e constituíram uma força social a história é um processo social em que os indivíduos estão engajados como seres sociais; a antítese imaginária entre a sociedade e o indivíduo nada mais é do que uma pista falsa atravessada em nosso caminho para confundir nosso pensamento. Fica
claro, dessa forma que as transformações e revoluções são feitas em silêncio, no cotidiano de cada povo, seja no processo de manutenção de mudanças anteriores ou no engendramento de novas modificações. O homem não pode ficar perpetuamente, na ignorância. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias e germinam durante os séculos e de repente, estouram e fazem ruir o edifício carcomido do passado que não está mais em harmonia com as necessidades novas e as novas aspirações. Há duas espécies de progresso que se prestam mútuo apoio e que, todavia, não marcham lado a lado, o progresso intelectual e o progresso moral. Se nos recordarmos de que na fieira das reencarnações vamos encontrar ora em uma cultura ora em outra, para isso, o critério é a conciliação dos objetivos prioritários para a reencarnação próxima e as experiências intelectuais e morais oferecidas por determinado grupo sócio-cultural será lógico concluir que nossa atual cultura espetacular e narcisista é nada mais nada menos do que o produto de todos estes milênios de esforços, lutas, quedas e ascensões de cada um, e de todos nós, que aqui temos vindo em oportunidades diversas de reeducação espiritual.

Temos de enxergar o homem e seu cotidiano como universos que se interceptam naturalmente, que não é possível pensá-los separadamente, então a única atitude plausível é a de assumirmos nossa responsabilidade no fato de este nosso Planeta Escola ainda oferecer àqueles que pretendem escrever mais um capítulo de sua epopéia em nosso meio, apesar de tamanha condição de miséria moral e material. Se este é o contexto que somos capazes de organizar como resultado de nossas escolhas éticas, então certamente não há lugar melhor para reiniciar a caminhada. Um mundo assim, como o nosso, oferece ao espírito reencarnante, exatamente a colheita de seu próprio plantio. Como o aprendizado só pode se dar na medida em que o sujeito se confronta com as conseqüências de seus atos, nada mais útil à nossa evolução do que reencarnarmos onde nos encontramos no momento. E quanto à única coisa realmente inevitável é sermos um dia, perfeitos relativamente. Viver da melhor forma possível é o desafio imediato. Tal conquista sempre se consegue mediante o esforço da não aceitação comodista, partindo-se para a luta de crescimento pessoal e de transformação ambiental. O próprio esforço na mínima realização vitoriosa, contribui para o favorecimento da capacidade de se prosseguir conquistando as metas que, ao serem alcançadas, oferecem outras novas, que podem proporcionar melhores condições de plenitude. Cada etapa vencida, portanto, mais capacita o ser para as por vindouras que lhe cumpre conquistar. O desaparecimento das tradições que se diluem e que lhe eram paradigmas de equilíbrio propicia a organização do comportamento conformista, no qual se perde a motivação não reagindo aos impositivos do meio ou se deixando levar pelos interesses do grupo, anulando o próprio desejo e paz: sem voz nunca será paz será sempre medo. Nesse vazio que surge, por falta de motivação real para prosseguir, foge-se para o alcoolismo, drogas, sexo desregrado, relações afetivas sem dignidade, ou tomba em depressão, há pouca escapatória para quem não consegue perceber. O encontro dos estudiosos no espiritualismo científico, começa a acontecer na vida cotidiana de cada um de nós e já não importa de que lugar nós nos dirigimos à vida, pois já é possível fazê-lo em consonância com o Amor que sustenta o Universo. As sociedades que supõem que a sua história chegou ao fim geralmente são as sociedades cuja história está prestes a entrar em declínio. Muito mais importante do que a economia e a demografia são os problemas de declínio moral, suicídio cultural e desunião política. As manifestações freqüentemente apontadas de declínio moral. O aumento do crime, uso de drogas e violência em geral, decadência da família, índices mais elevados de divórcio, ilegitimidade, gravidez de adolescentes e família de pais e mães sozinhos, declínio da participação social em associações voluntárias e confiança entre as pessoas ligadas a essa participação, debilitamento generalizado da ética do trabalho e aumento do culto à satisfação pessoal; Diminuição no empenho pelo aprendizado e pela atividade intelectual. As hegemonias culturais, econômicas e políticas, têm se sucedido e é esse realmente o processo natural de evolução. Desta forma, se hoje observamos a deterioração, o conflito e a dificuldade, é porque passamos por um momento de declínio dos valores e paradigmas, devendo permanecer o que de melhor houver sido produzido. É nesse contexto que nos encontramos inseridos, mas não apenas como homens, mas principalmente como espíritos, conscientes da realidade da imortalidade e da reencarnação, da seqüência natural de como a vida flui. Somos todos partícipes de uma realidade que é, inexoravelmente, partilhada por cada membro. A interlocução entre uma ética cotidiana e a ética Espiritual nos parece não apenas viável como também desejável e necessária. Alguns com certeza se perguntarão se o homem é capaz de tal proeza e muitos afirmarão ser impossível, mas enquanto estes duvidam e aqueles negam, a espiritualidade prossegue a nos cumular de conhecimentos e amor, a começar com a da própria vida. O amanhã sempre virá e nunca nos será retirada à oportunidade do recomeço.

***

Uma pessoa que crê na doutrina da reencarnação não pode ter ao mesmo tempo a fé necessária para ser um cristão." É claro que devemos discordar. O problema dos seguidores da Bíblia é que eles não podem aceitar o fato de que Jesus Cristo foi apenas um homem. De fato um grande homem, mas somente um ser humano e um espírito sem qualquer filiação divina. Além disso, os cristãos bíblicos pensam que Jesus é deles e, portanto, qualquer um que ouse imaginá-lo fora da visão de um deus paternalista com Jesus ao seu lado direito está cometendo blasfêmia.

O problema é que reencarnação e salvação são conceitos contraditórios. A salvação está associada com a crença no perdão e na vida eterna em algum tipo de mansão celestial. Sem esta noção, a fonte de renda das religiões bíblicas simplesmente desapareceria. Veríamos, então, o fim das rendas vindas dos santos de madeira e de barro, santinhos, donativos para os "santos", orações impressas, etc.

A doutrina da reencarnação, por outro lado, não aceita a idéia do perdão. Sob as leis do Universo, todos aqueles que cometem erros têm que consertá-los, na presente ou em futuras vidas, sem a cômoda e conveniente possibilidade de perdão. Cada reencarnação é uma preparação para a próxima que poderá ser mais ou menos árdua dependendo da maneira que a pessoa usou seu livre arbítrio.

Em conclusão, as boas ou más ações reverterão a favor ou contra a pessoa que as praticou. É simplesmente justo que atos indignos devem ser reparados e não perdoados através de convenientes confissões ou outras práticas igualmente engenhosas. Quem quer que seja que erre, terá de sofrer as conseqüências de seu comportamento incorreto, não importa quantas reencarnações sejam necessárias.
O planeta Terra não é habitação permanente de nenhum espírito. É um mundo-escola, um laboratório depurador, uma oficina de aprendizagem, de trabalho, onde ele se instrui, se aperfeiçoa, se desenvolve em tempo mais ou menos longo e em ambiente adequado a produzir a sua evolução.

Conforme esclarece o Capítulo 4 desta obra, os espíritos estão distribuídos em mundos próprios, por classes, de acordo com a evolução de cada um.

Os espíritos que evolucionam neste planeta pertencem às primeiras dezessete classes, separadas umas das outras, no espaço, na ordem da sua importância.

Ao encarnarem, porém, eles se misturam, intensamente, para a formação de povos de estrutura heterogênea, como convém a um mundo-escola. Os que sabem mais, os que dispõem de maior tirocínio, de maior lastro de experiência, ensinam aos que sabem menos aquilo que, por seu turno, aprenderam de outros. Exatamente por esse fato é que se vêem, com freqüência, seres de espiritualidade bastante diferente em uma mesma família.

Para bem aprenderem as lições da vida, precisam as criaturas encontrar no seu semelhante qualidades e conhecimentos que ainda não possuem.

O espírito é imaterial. Material é o seu corpo astral, também conhecido como perispírito ou corpo anímico, composto de fluido quintessenciado — mas matéria — da mesma natureza da substância fluídica do mundo em que estagia no intervalo das encarnações.

Semelhantemente, o seu corpo carnal corresponde à matéria componente deste planeta. Quanto mais adiantados forem os mundos de estágio, mais diáfana é a matéria quintessenciada de que são compostos os corpos astrais.

Isso explica a razão de serem os corpos astrais — embora de substância idêntica — mais diafanizados uns do que outros.

Nenhum fato, nenhum acontecimento da vida humana pode ser ocultado aos planos espirituais. É que tudo o que pensamos ou fazemos produz movimentos vibratórios que se cruzam em todas as direções.

Por isso é que tão logo se opera uma fecundação, ela é imediatamente constatada nesses planos, e um espírito acorre a cumprir uma das mais importantes determinações das leis naturais — a reencarnação — dentre os que aguardam, sem temor ou relutância, a sua vez, compenetrados dos deveres que lhes cumprem.

Determinado a reencarnar, e identificada àquela que lhe vai servir de mãe, o espírito assiste e acompanha a formação do seu corpo físico durante a gestação, até completar a evolução fetal, quando dele toma posse inteira, absoluta, à natalidade, ficando unido, ligado ao mesmo por cordões fluídicos.

O corpo carnal em formação vai sendo envolvido, molécula a molécula, pelo corpo fluídico do espírito que sobre ele irradia, postado do lado de fora do corpo da gestante, até o momento de vir à luz, quando então dele se apossa, inteiramente.

Consumada a encarnação, fica o espírito apoiado no seu corpo astral justaposto ao corpo da criança, do lado esquerdo.

Logo que o espírito encarna, passa a criatura a ser constituída de três corpos:

1 — corpo mental (espírito)

2 — corpo astral (matéria fluídica)

3 — corpo carnal (matéria organizada composta)

Com essa constituição terá de exercer as suas funções terrenas e viver, distintamente, as duas vidas: a material e a espiritual.

O corpo mental, para o qual estão voltadas as atenções dos estudiosos, é o agente vivo e inteligente que governa os outros dois corpos — o astral e o material — sendo, portanto, responsável por todas as manifestações da vida.

A lei de transformação da matéria, a que estão sujeitos os dois últimos corpos, jamais o atinge. Eterno e imutável, na sua essência, ele oferece, à medida que evolui, admiráveis demonstrações de potencialidade e valor.

O corpo astral é o liame, a ligadura entre os corpos mental e carnal. Ele está preso, partícula por partícula, ao corpo mental, em virtude da vibração permanente deste, e envolve todo o corpo carnal, ao qual está unido por cordões fluídicos.

Durante o sono, o espírito se afasta com o corpo astral (do qual não se aparta nunca), sem interromper, contudo, a união com o corpo carnal, ao qual continua a transmitir o calor e a vida através dos cordões fluídicos já mencionados.

Por maiores, mais extensas que sejam as distâncias que separem o espírito do seu instrumento corpóreo, jamais a ligação entre eles se interrompe, não só porque tal interrupção significaria a desencarnação, como pela natureza dos cordões fluídicos que se distendem sem limites.

Deste modo, somente após a desencarnação os corpos mental e astral deixam definitivamente o carnal.

O corpo carnal é uma admirável máquina concebida pela Inteligência Universal para proporcionar ao maquinista — o espírito — os recursos, os elementos, os meios com os quais leva a efeito no planeta Terra um curso de aperfeiçoamento em múltiplas, em inumeráveis encarnações indispensáveis à sua ascensão a ambiente de maior espiritualidade, num plano mais alto de evolução.

Toda ciência médica dele se ocupa, estudando-o em seus mínimos detalhes. E não é pequeno o número de cientistas que já admite serem as desordens do espírito — nas quais se incluem, com destaque, as perturbações emocionais — a causa de grande parte dos desarranjos físicos, formando todo um quadro de anormalidades e doenças cuja etiologia não constitui mais segredo para eles.

Definido por traços normais, o corpo carnal pode ser apresentado como uma perfeita e acabada peça escultural.

O espírito, quando encarna, isola-se do seu passado, esquecendo-se por completo das anteriores encarnações, apenas retendo em seu subconsciente a experiência das provas pelas quais passou e as tendências resultantes do uso que fez do livre arbítrio.

Isso representa um grande bem para ele. Primeiro, porque a cortina da matéria, impedindo que se reconheçam desafetos de outras encarnações, possibilita a reconciliação destes, aproximando-os sem ressentimentos ou malquerenças. Segundo, sem a visão temporária dos erros do passado que tantas vezes humilham, envergonham e até subjugam, alienando a vontade, o espírito encarnado como que se inicia em uma nova existência, em cada passagem terrena.

Assim têm feito e continuam a fazer bilhões deles em sua trajetória por este mundo, numa longa série de encarnações.

Tudo quando de bom adquiriu com esforço e trabalho conserva para sempre, e essa conquista, esses bens, esse patrimônio lhe prestam valiosa colaboração em cada encarnação, facilitando a aquisição de novos conhecimentos, de novas qualidades e de melhor apuração de seus atributos.


A Reencarnação escamoteada e suprimida pela Igreja Católica. Por que será ?
O Concílio de Constantinopla - 553 D.C. Até agora, quase todos os historiadores da igreja romana acreditaram que a Doutrina da Reencarnação foi declarada herética durante o Concílio de Constantinopla em 553 D.C, atual Istambul, na Turquia. No entanto, a condenação da Doutrina se deve a uma ferrenha oposição pessoal do finado imperador Justiniano, que nunca esteve ligado aos protocolos do Concílio. Segundo Procópio, uma mulher de nome Teodora, filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio, era a ambiciosa esposa de Justiniano, e na realidade, era quem manejava o poder. Ela, como cortesã, iniciou sua rápida ascensão ao Império. Para se libertar de um passado que a envergonhava, ordenou, mais tarde, a morte de quinhentas antigas "colegas" e, para não sofrer as conseqüências dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Carma, empenhou-se em suprimir toda a magnífica Doutrina da Reencarnação. Estava confiante no sucesso dessa anulação, decretada por Justiniano " em nome de DEUS " ! Em 543 D.C, o déspota imperador Justiniano, sem levar em conta o ponto de vista clerical, declarou guerra frontal aos ensinamentos de Orígenes - exegeta e Teólogo ( 185 - 235 D.C ), ( ver Obs. ao final ), condenando tais ensinamentos através de um sínodo especial. Em suas obras : De PrincipiIs e Contra Celsum, Orígenes tinha reconhecido, abertamente, a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas. Ele pensava que certas passagens do Novo Testamento poderiam ser explicadas somente à luz da Reencarnação. Do Concílio convocado por Justiniano só participaram bispos do oriente (ortodoxos). Nenhum de Roma. E o próprio "Papa", que estava em Constantinopla nesta ocasião, deixou isso bem claro. O Concílio de Constantinopla, o quinto dos Concílios, não passou de um encontro, mais ou menos em caráter privado, organizado por Justiniano, que, mancomunado com alguns vassalos, excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, e a publicação de seus anátemas. A conclusão oficial a que o Concílio chegou após uma discussão de quatro semanas teve que ser submetida ao "Papa" para ratificação. Na verdade, os documentos que lhe foram apresentados (os assim chamados "Três Capítulos") versavam apenas sobre a disputa a respeito de três eruditos que Justiniano, há quatro anos, havia por um edito (decreto) declarado heréticos. Nada continham sobre Orígenes. Os "papas" seguintes, Pelagio I ( 556 - 561 D.C ), Pelagio II ( 579 - 590 D.C ) e Gregório ( 590 - 604 D.C ), quando se referiram ao quinto Concílio, nunca tocaram no nome de Orígenes. E a Igreja aceitou o edito de Justiniano "Todo aquele que ensinar esta fantástica preexistência da alma e sua monstruosa renovação, será condenado", como parte das conclusões do Concílio. Portanto, a proibição da Doutrina da Reencarnação (renascimento físico) foi um erro histórico, sem qualquer validade eclesiástica. É fácil para qualquer pessoa leiga no assunto, entender porque a Reencarnação foi banida dos ensinamentos da Igreja, a qual planejava manter a hegemonia sobre as pessoas ingênuas e satisfazer a sua ambição material. Para citar apenas UM exemplo, lembremo-nos da “Venda de Indulgências” praticada pela Igreja Católica. Quanto a esse fato, fazem-se necessários alguns esclarecimentos :

A Igreja Romana da época costumava dizer que algumas pessoas possuíam mais méritos do que tinham necessidade, para serem salvas. Por isso, este "mérito extra" dessas pessoas poderia ser transferido - especialmente através de pagamento - para pessoas cuja salvação era duvidosa. Martim Lutero protestou contra esta prática, chamada de indulgência.

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero tornou públicas suas 95 Teses contra a venda de indulgências. Com este gesto desencadeou o processo da Reforma.

Indulgências eram recibos de perdão de pecados passados e futuros. Os pecados eram perdoados a peso de ouro !

Até pelos mortos era permitido comprar indulgências. Um dos nomes mais conhecidos em Roma, nessa ocasião da construção da Basílica de São Pedro, foi o do cardeal João Tetzel que viajava pelo mundo católico recolhendo contribuições para essa construção. Uma das suas declarações relacionadas à oportunidade das pessoas escaparem do Purgatório por meio de indulgências se tomou célebre : " No momento em que uma moeda tilinta no fundo do gazofilácio, uma alma escapa do purgatório ". Em outras palavras : " Quando o dinheiro na caixa cai, a alma do purgatório sai ".

Em pouco tempo, as 95 Teses estavam espalhadas por toda a Alemanha.

Em 30 de maio de 1518, Lutero enviou suas Teses ao Papa Leão X, pois estava convicto que o Papa iria apoiá-lo contra os abusos das indulgências.

No dia 3 de janeiro de 1521, Lutero é oficialmente excomungado da Igreja Católica. Nota : A Igreja Católica tem duas inesgotáveis "galinhas dos ovos de ouro"; O Purgatório e as Indulgências — sendo estas para salvar os ricos, os que têm dinheiro com que resgatar os seus pecados. Porém, lembremo-nos das palavras de Jesus, quando viu o jovem rico afastar-se dele por não se dispor a vender seus bens para segui-lo : "Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino de Deus. ( Mt 19.23 ). Entretanto, dentro do ensino católico, essa entrada se tornou fácil para os ricos, e pouco importa se eles são bons ou não :

As indulgências abrem-lhes as portas. E os pobres que continuem sofrendo neste mundo e que paguem no purgatório por séculos sem fim, o castigo dos seus pecados, porque não têm dinheiro para missas e indulgências, mui­to embora Jesus houvesse dito: ... aos pobres é anunciado o Evangelho ( Mt 11.5 ). Porém o Papa Leão X ensinava que uma pessoa rica poderia doar terras e bens materiais à Igreja e assim comprar um lote de terreno no paraíso. ( pasmem ! ! ! ) Não é por acaso que a Igreja Católica é um dos maiores proprietários de terras e imóveis em todo o mundo. Os banqueiros melhor informados calculam as riquezas do Vaticano entre DEZ A QUINZE BILHÕES Eu disse BILHÕES DE DÓLARES. Ele (Vaticano) possui grandes investimentos em bancos, seguros, produtos químicos, aço, construções, imóveis etc. SOMENTE OS DIVIDENDOS servem para manter de pé toda a organização, INCLUÍDAS AS OBRAS DE BENEFICIÊNCIA. Tal fortuna vem sendo ACUMULADA em função das reaplicações no mercado. Por que, ao invés de reaplicar o dinheiro, o Vaticano não o redistribui para os mais carentes? Será que é mesmo necessário ACUMULAR CERCA DE 15 BILHÕES DE DÓLARES para manter a Igreja Romana? Todos nós, e até mesmo os Católicos, não podemos acreditar que Deus prefira manter ouro e luxo nas suas Igrejas ao mesmo tempo que muitos de seus filhos morrem de fome pelo mundo.

Conclusão : Tal fato só poderia ser levado a termo se as pessoas desconhecessem que não era preciso “comprar” suas salvações e sim trabalharem intimamente a Reforma Espiritual para se tornarem dignos de elevação na Escala dos eleitos de Deus. Portanto a eliminação do princípio da Reencarnação era muito conveniente para a Igreja Católica. Se nos reaproximarmos da doutrina da Reencarnação, afastando a dogmática crença na ascensão do corpo físico de CRISTO crucificado, crescerá no coração de cada um, e mesmo no coração daqueles que se educaram dentro do cristianismo católico, a fé nas verdades puras, ensinadas pelo próprio CRISTO. "Naquele tempo os discípulos o interrogaram dizendo: Por que dizem pois os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele respondeu: Digo-vos, porém, que Elias veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Então os discípulos compreenderam que tinha falado de João Batista" (Mateus cap.17 vers.10 a 13). "...não pode ver o reino de DEUS senão aquele que nascer de novo..." (João cap. 3 vers. 3 a 10 - CRISTO ensinando reencarnação a Nicodemos).
Obs.: Orígenes de Alexandria Exegeta e Teólogo, jovem cristão filho de mártires, foi um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e também estudioso da Filosofia Grega, a qual foi levado ao seu maior brilho, graças à atuação desse notável intelectual. Na História da Igreja, além de ser o maior erudito religioso de sua época, ORÍGENES foi o primeiro grande intérprete das Escrituras. A partir dele praticamente todos os demais santos padres, de um modo ou de outro, seguiram os caminhos por ele indicados neste assunto. É apontado por vários historiadores como um dos maiores GÊNIOS CRISTÃOS de todos os tempos e dono da mais vasta cultura que se possa imaginar. Estabeleceu as regras de conservação e interpretação da Bíblia e lançou os fundamentos da reflexão cristã para os séculos vindouros. Apologista de grande valor e de rara fecundidade literária, tentou uma fusão entre o Cristianismo e o Platonismo (Doutrina caracterizada pela preocupação com os temas éticos, visando toda a meditação filosófica ao conhecimento do Bem, conhecimento este que se supõe suficiente para a implantação da justiça entre os Estados e entre os homens).

Orígenes nos encanta por sua apurada visão Espiritual e sua maneira especialmente lúcida de abordar a mensagem de Cristo. Nascido por volta de 185 de nossa era, em Alexandria - onde ficava a famosa biblioteca, marco único na história intelectual humana, e que foi destruída pela ignorância e sede de poder dos romanos e, depois, por pseudocristãos ensandecidos e fanáticos, Orígenes, desde cedo teve contato com a doutrina Cristã, especialmente com seu pai, Leonídio, que foi martirizado em testemunho de sua fé. Com isso, a família de Orígines passou a ser estigmatizada, tendo sido seqüestrado todo o patrimônio que lhe pertencia. Para sobreviver, o jovem e brilhante Orígines passou a lecionar para ganhar seu sustento. Mente curiosa e aberta, dedicava-se ao estudo e a discussão da filosofia, notadamente Platão e os estóicos. Orígenes teve a mesma formação intelectual que viria a ter Plotino, na escola de Amônio Sacas e, com certeza, as doutrinas ditas orientais não lhe eram estranhas, e muito menos a ênfase num conhecimento psíquico direto com o transcendente, que era típica da escola de Amônio, fundador do neoplatonismo e, também, um simpatizante (pelo menos em parte) do Cristianismo. A Doutrina Paligenética, ou seja, da Reencarnação, era bem conhecida por Platão e Sócrates. Tal Doutrina, foi muito familiar a Orígenes em sua fase de formação, e posteriormente ele viria a divulgá-la abertamente, e este foi um dos motivos pelos quais foi perseguido pela vertente católico romana. Morreu em 254 D.C, na cidade de Tiro, em virtude da perseguição de Décio, mais conhecido pelo nome de Trajano, o qual era um incansável opositor do Cristianismo. Temos hoje, dessa forma, poucos de seus escritos, mesmo assim, devidamente "maquilados". Orígenes, é citado por Historiadores, como autor de aproximadamente 6.000 obras, todas em grego. Os escólios, (interpretações) sobre as Sagradas Escrituras, são reconhecidas como os melhores trabalhos desse grande Teólogo. Boa parte das que se conservaram, deveu-se à obra de tradução para o latim do Monge Rufino, que residia no monte das Oliveiras, e do Monge São Jerônimo, o tradutor da Vulgata, que residia em Belém.
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