José Maurício Kimus Dias




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Comentário sobre o livro de Peter Senge por Durval Muniz de Castro



Como será a administração dos negócios no século XXI? O livro "A Quinta Disciplina", escrito por Peter Senge há quase dez anos e já considerado um clássico, continua apresentando algumas das melhores respostas a essa questão.

Dois aspectos fundamentais do mundo atual, que contribuem para dificultar quaisquer previsões acerca do futuro, são o ritmo acelerado de mudanças sociais e tecnológicas e a importância crescente do conhecimento como fator de sucesso nos negócios. A partir dessas constatações básicas é possível deduzir uma característica essencial das empresas do futuro: O sucesso a longo prazo nos negócios não pode ser assegurado pelo domínio de recursos específicos como capital, recursos naturais ou competências tecnológicas. .A competência fundamental para assegurar a continuidade e prosperidade das empresas a longo prazo é a capacidade de aprender.

Aprender, no caso, não significa ser capaz de reproduzir comportamentos ou memorizar conteúdos pré fixados. Aprender, no sentido sistêmico e abrangente do termo, significa ser capaz de transformar-se, de modo a modificar a própria estrutura de comportamento, tornando-a mais eficaz no sentido de perseguir os valores essenciais da própria pessoa, grupo social ou comunidade.

Estamos hoje presenciando um salto na capacidade de inovação devido à disponibilidade de um conjunto de tecnologias de aprendizagem em grupo, que está sendo usado pelas empresas como fator estratégico para competir no mercado globalizado. Com isso está surgindo um novo perfil de empresa: "A Empresa que Aprende" ("Learning Organization").

As novas tecnologias de aprendizagem organizacional são caracterizadas por cinco disciplinas. Disciplina e um conjunto de práticas de aprendizagem, através das quais a pessoa se modifica, adquirindo novas habilidades, conhecimentos, experiências e níveis de consciência. As cinco disciplinas da aprendizagem organizacional são:

  1. pensamento sistêmico,

  2. domínio pessoal,

  3. modelos mentais,

  4. visão compartilhada e

  5. aprendizagem em grupo.


O pensamento sistêmico consiste em perceber o mundo como uma rede integrada de relacionamentos. Como instrumento do pensamento sistêmico, Senge adotou a dinâmica de sistemas (de seu mestre Jay Forrester), desenvolvendo o conceito de arquétipos (padrões básicos de comportamento), tornando a técnica de modelagem de sistemas sociais mais acessível a não especialistas. Senge enfatizou os aspectos práticos do pensamento sistêmico, mostrando suas implicações para as atividades gerenciais e utilizando simulações para apoiar o planejamento e o treinamento.

O domínio pessoal é a capacidade fundamental para que um indivíduo possa perseguir seus próprios valores, em vez de ser levado pelas circunstâncias. Os elementos fundamentais do domínio pessoal são a percepção clara da realidade e a consciência firme dos próprios propósitos. A tensão entre a realidade percebida e a visão do ideal desejado é a fonte de energia transformadora que permite á pessoa agir e não apenas reagir. O domínio pessoal pode ser entendido, de forma mais profunda, como um crescimento espiritual.

O trabalho com modelos mentais reconhece que nossos conhecimentos, hábitos e crenças determinam nossa percepção e interpretação de tudo que acontece no mundo, nos negócios, na família, etc. Com o passar do tempo, nossos modelos mentais, que quase sempre são inconscientes, vão ficando inadequados e passam a prejudicar nossa capacidade de entender e agir de modo adequado. A disciplina de modelos mentais incorpora métodos para explicitar nossos modelos mentais, permitindo que nós mesmos os avaliemos e transformemos.

A visão compartilhada é o que une os grupos na ação. Quando os grupos possuem uma visão compartilhada, as pessoas se identificam com o grupo, sentindo-se estimuladas e unidas na busca de seus ideais. Uma visão só é verdadeiramente compartilhada na medida em que ela se relaciona com as visões pessoas doa membros do grupo.

A aprendizagem em grupo depende da interação autêntica entre as pessoas (o que o filósofo Martin Buber chamou de relação eu-tu), que de modo geral é desestimulada em nossa cultura. A própria educação, apesar de realizada em grupo, enfatiza o desempenho individual e a competição entre os alunos. A técnica fundamental da aprendizagem em grupo é o diálogo que, sendo cultivado na Grécia antiga por filósofos como Sócrates e Platão, acabou tendo sua forma original deturpada e esquecida em nossos tempos, sendo agora restaurado graças, principalmente, à iniciativa do físico David Bohm.

"A Quinta Disciplina" é uma leitura praticamente obrigatória para quem quer realmente entender os novos rumos da administração dos negócios. Por felicidade, Senge escreveu um livro pensando no leitor comum, evitando o jargão acadêmico e a enxurrada de citações. É um livro muito didático e agradável de ler. Recomendo que os interessados dêem preferência à última edição brasileira, cuja tradução foi revista, ou então o original em inglês (a primeira tradução em português saiu com muitos erros). Para quem quiser continuar o estudo, conhecendo recursos adicionais para implantação prática e fontes para pesquisa acadêmica, Senge providenciou um segundo livro, "A Quinta Disciplina – Cadernos de Campo", também já traduzido para o português. Acaba de sair em inglês um segundo complemento "The Dance of Change", que provavelmente será logo traduzido para o português.

A tecnologia
"Lembra que és tão bom como o que de melhor tiveres feito na vida". (Billy Wilder)
Acabamos de atravessar um século de grande avanço tecnológico. O homem venceu os espaços e chegou à lua. Construiu máquinas capazes de reduzir as distâncias entre os continentes, entre as nações. Descobriu a cura de enfermidades até então tidas como incuráveis. Conseguiu erradicar da face da Terra doenças que dizimavam vidas. Embora todo o progresso tecnológico conseguido, o homem não logrou sequer minimizar a saudade, preencher a solidão, acalmar a ansiedade, evitar a dor, a doença e a morte. Conquanto a humanidade avance a passos largos na conquista de melhores condições de vida, de descobertas científicas, de aperfeiçoamento na produção de alimentos, de vestuário, de outras tantas conquistas, não consegue deter a onda de violência que apavora os seres. Não consegue erradicar o preconceito do coração do homem, a revolta dos povos vencidos, as catástrofes de toda ordem que assolam as nações.

Por que tanta miséria moral diante de tantas conquistas intelectuais? A resposta é simples: O progresso intelectual engendra o progresso moral, mas o moral nem sempre o segue imediatamente. É preciso que os povos se tornem civilizados, e não apenas povos esclarecidos. Na busca desenfreada de melhores condições de vida, no campo material, o homem esqueceu de voltar a sua atenção para ele mesmo e seu lado espiritual, esta figura principal dessa Engenharia Universal. São importantes as conquistas intelectuais, espirituais e morais respectivamente. Homens intelectualmente desenvolvidos podem melhor compreender o bem e o mal, e optar pelo bem. Basta que uma virtude brote no coração do homem. Quando o ser humano compreender os sofrimentos dele e todos os seres humanos, dentro da lei de causa e efeito, a luta para solucioná-los será mais eficaz, então, ele descobrirá naturalmente o caminho que o conduzirá à sua evolução e conseqüentemente sua felicidade. Só lograremos a nossa própria felicidade quando respeitarmos o próximo. Somos todos irmãos, não podemos admitir que a ignorância nos torne infelizes. Sem possibilidades de educação, de crescimento, de um lugar ao sol. Numa sociedade verdadeiramente civilizada e esclarecida, nada faltará a ninguém. Todos terão pelo menos o necessário para viver.

É bom lembrar que a inteligência é um poderoso instrumento para fomentar o progresso da humanidade.As pessoas inteligentes devem usar essa inteligência para o bem de todos, e não para esmagar os mais fracos.

Por mais inteligente que seja o homem da Terra, seu saber tem limites muito estreitos e restritos ao nosso planeta.

Por esse motivo, ninguém tem o direito de envaidecer-se pela inteligência, pois a Terra representa um grão de areia diante do universo infinito.
"A terceira força"


Há em mim duas forças.

Uma delas quer viver e me puxa para cima.

A outra nem tanto...e me puxa para baixo.

Há uma sensação de estar deslocada no mundo e

isto me leva à procura de alguma

dimensão da vida

onde seja possível transcender

de uma vez por todas,

as limitações do mundo material.

Há em mim um embate entre duas vontades:

uma delas quer expandir-se,

quer amar, quer sorrir,

quer expressar-se,

quer integrar-se e como resultado,

gerar respostas e comportamentos

integrados e maduros, perante a vida.

A outra força me bombardeia

com mil obstáculos e me reduz a pó,

numa sensação inquestionável de

impotência e fragilidade.

Nestas horas - que são tão freqüentes -

eu espero nada mais nada menos que uma fada,

um mago, um gênio da garrafa,

ou porque não dizer,

um príncipe encantado bem ao

estilo de um intrépido mosqueteiro,

a me dizer:

Estás livre, mulher!

Daqui para frente eu te protegerei

e nada mais te causará medo.

Medo...são tantos medos!!!!

Medo da vida, medo da morte,

medo de envelhecer,

medo de adoecer, medo de perder

as pessoas que amo,

medo de um súbito diagnóstico

clínico desfavorável ... e tantos outros.

E assim caminho no fio da espada,

resvalando ora de um lado, ora de outro,

enquanto estas duas forças se degladiam

silenciosamente dentro de mim

e confesso que as vezes ,

é muito difícil suportar este embate interno,

somado aos externos.

Mas para que este relato nada

perca em acuidade, algo precisa ser dito.

No auge dos meus questionamentos existenciais,

quando estou quase entregando os pontos

e sucumbindo,me advém uma TERCEIRA FORÇA .

Ela não vem quando eu quero

e nem quando eu imploro por ela.

Ela vem quando acha que deve vir e

traz uma paz incomensurável .

Levanta-me do barro e eleva-me

às puras águas que limpam,

consolam , curam , fortalecem

cada fibra da minha alma...

e em seguida deposita em minhas mãos uma

tocha crepitante de vida e ascensão .

Que nome poderei eu dar a esta força ?

Como explicá-la com os meus míseros

conhecimentos?Não ouso !

Mas quando ela vem ,

ela ressoa na minha mente e no meu coração

e seu ressoar assim murmura :

- Eu vim para que você tivesse

vida e a tivesse em abundância ...

- Venha a mim , você que está cansada e oprimida

e Eu te aliviarei ...

- Eu sou o caminho, a verdade e a vida ...

Dou-me conta então,

que recebi uma visita poderosa,

milagrosa, inesperada .

Não uma fada, nem um gênio,

nem um intrépido cavalheiro

candidato a salvador da pátria.

Recebi a visita do salvador de todas as pátrias

e de todas as almas: JESUS, o bom pastor .

Aquele que jamais

deixa à deriva as suas ovelhas ...

mesmo as desgarradas como eu .
Fátima Irene Pinto: Momentos catárticos. Descalvado, SP, 12.1.2002

A Voz do Mestre




Do primeiro olhar



É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada. É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração. É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento. É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crônicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro. É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor, depois regado e cuidado pela afeição, e finalmente colhida pela alma.

O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e a terra, quando o Senhor sentenciou: "E agora, vivei!”.
Do primeiro beijo
É o primeiro gole de néctar da Vida, numa taça ofertada pela divindade. É a linha divisória entre a dúvida que engana o espírito e entristece o coração, e a certeza que inunda de alegria nosso íntimo. É o começo da canção da Vida e o primeiro ato do drama do Homem Ideal. é o vínculo que une a obscuridade do passado com a luminosidade do futuro; é a ponte entre o silêncio dos sentimentos e a sua própria melodia. É uma palavra pronunciada por quatro lábios, proclamando o coração um trono, o Amor um rei e a fidelidade uma coroa. É o toque leviano dos dedos delicados da brisa nos lábios da rosa pronunciando um longo suspiro de alívio e um suave gemido.

É o começo daquela vibração mágica que transporta os amante do mundo das coisas e dos seres para o mundo dos sonhos e das revelações.

É a união de duas flores perfumadas; e a mistura de suas fragrâncias, para a criação de uma terceira alma.Assim como o primeiro olhar é uma semente lançada pela divindade no campo do coração humano, assim o primeiro beijo é a primeira flor nascida na ponta dos ramos da Árvore da Vida.
Do casamento
Aqui o Amor começa a traduzir a prosa da Vida em hinos e cânticos de louvor, com música que é preparada à noite para ser cantada durante o dia. Aqui a força do amor despe-se dos seus véus, e ilumina todos os recessos do coração, criando uma felicidade que só é excedida pela da Alma quando se encontra com Deus.

O casamento é a união de duas divindades para dar nascimento a uma terceira na terra. É a união de duas almas num amor tão forte que possa abolir qualquer separação. É aquela superior unidade que junta as metades antes separadas, de dois espíritos. É o elo de ouro de uma cadeia cujo começo é um olhar, e cujo fim é a eternidade. É a chuva pura que cai de um céu perfeito para frutificar e abençoar os campos da divina Natureza.

Assim como o primeiro olhar entre os que se amarão é como uma semente lançada no coração humano, e o primeiro beijo de seus lábios uma flor nos ramos da árvore da vida, também a união de dois amantes pelo casamento é como o primeiro fruto da primeira flor daquela semeadura.
Da música
Sentei-me ao pé daquela que meu coração ama, e ouvi suas palavras. Minha alma começou a vaguear pelos espaços infinitos onde o universo aparecia como um sonho, e o corpo como uma prisão acanhada.

A voz encantadora de minha Amada penetrou em meu coração.

Isto é música, amigos, pois eu a ouvi através dos suspiros daquela que amo, e pelas palavras balbuciadas por seus lábios.

Com os olhos de meus ouvidos, vi o coração de minha Amada.

Meus amigos: a Música é a linguagem dos espíritos. Sua melodia é como uma brisa saltitante que faz nossas cordas estremecerem de amor. Quando os dedos suaves da música tocam à porta de nossos sentimentos, acordam lembranças que há muito jaziam escondidas nas profundezas do Passado. Os acordes tristes da Música trazem-nos dolorosas recordações; e seus acordes suaves nos trazem alegres lembranças. A sonoridade de suas cordas faz-nos chorar à partida de um ente querido ou nos faz sorrir diante da paz que Deus nos concedeu.

A alma da Música nasce do espírito e sua mensagem brota do Coração.

Quando Deus criou o Homem, deu-lhe a Música como uma linguagem diferente de todas as outras. Mesmo em seu primarismo, o homem primitivo curvou-se à glória da música; ela envolveu os corações dos reis e os elevou além de seus tronos.

Nossas almas são como flores tenras à mercê dos ventos do Destino. Elas tremulam a brisa da manhã e curvam as cabeças sob o orvalho cadente do céu.

A canção dos pássaros desperta o Homem de sua insensibilidade, e o convida a participar dos salmos de glória à Sabedoria Eterna, que criou a melodia de suas notas.

Tal música nos faz perguntar a nós mesmos o significado dos mistérios contidos nos velhos livros.

Quando os pássaros cantam, estarão chamando as flores nos campos, ou estão falando às árvores, ou apenas fazem eco ao murmúrio dos riachos? Pois o Homem, mesmo com seus conhecimentos, não consegue saber o que canta o pássaro, nem o que murmura o riacho, nem o que sussurram as ondas quando tocam as praias vagarosa e suavemente.

Mesmo com sua percepção, o homem não pode entender o que diz a chuva quando cai sobre as folhas das árvores, ou quando bate devagarzinho nos vidros das janelas. Ele não pode saber o que a brisa segreda às flores nos campos.

Mas o coração do homem pode pressentir e entender o significado dessas melodias que tocam seus sentidos. A Sabedoria Eterna sempre lhe fala numa linguagem misteriosa; a Alma e a Natureza conversam entre si, enquanto o Homem permanece mudo e confuso.

Mas o Homem já não chorou com esses sons? E suas lágrimas não são, porventura, uma eloqüente demonstração?

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